Como abordamos em um tema anterior, a primeira ação a ser realizada quando a empresa decide exportar um produto é fazer a sua classificação fiscal. Nessa classificação já haverá a necessidade de entender tudo o que o produto tem em sua composição, como e onde ele foi produzido, quais são as suas finalidades, dentre outras particularidades.
Após essa análise, deve-se traçar com as equipes envolvidas neste planejamento de exportação, o mapa de risco, que também pode ser chamado de análise de risco. Durante esta análise, os participantes já conhecerão bem o produto a ser exportado e agora, devem entender as regras dos destinos que foram escolhidos para receberem a mercadoria no exterior. Para entender esses critérios, a esquipe comercial deve contar com um estudo no destino, a fim de conseguir levantar todas as barreiras comerciais e tributárias do produto dentro desse país. Muitos países têm restrições fitossanitárias que devem ser atentamente estudadas, pois algumas vezes, essas restrições podem inviabilizar a exportação, pois o exportador deve seguir as regras para o produto vigentes no Brasil. Então, para atender a restrição exigida pelo país importador, deve-se saber se essa regra é viável aqui, em nosso país. Podemos ter casos de produtos ainda não registrados para determinado tratamento exigido, dentre outros aspectos.
Com essas análises e custo do produto para exportação em mãos, é hora de definir a precificação. Nesta hora, as equipes devem estar bem alinhadas porque têm de estudar quais serão os modais considerados para transportar o produto até o seu destino, a negociação de entrega com o comprador, os métodos de pagamento etc.
Todo esse processo envolve várias pessoas e exige um cronograma, para que o prazo de entrega seja definido dentro de todas as etapas que dependerão de cada caso. Algumas exportações de produtos agropecuários são rápidas, outras, podem demorar. Então, esteja atento antes de negociar prazos de entrega.